o que nos une nas horas desiguais?
talvez
seja o reencontro
de tudo o que se procura
a dois
o tal toque
farto de meiguice
em pose
em ambos os lados
os lábios
varrendo o corpo
com sopros de mar
o colo
em concha
baloiçando
o tumulto vivo
de sermos íntimos
num só gesto
bailado
nos poros
há muito castrados


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