sereia
com pés de barro, nunca acompanhará
os passos do seu amado;
ficará presa no desgoverno das vagas,
no cais triste das águas.
mulher cavala não fará amor
com as pernas trancadas nas coxas;
apenas levará nos seios
o alento das bocas molhadas.
apenas apaziguará com os cabelos
as ondas na roupa esfregada.


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