Prometo
Não envelhecer,
a melhor parte
da tua parte,
que abrigo no peito.
Existe um segredo
para isso acontecer.
Talvez seja lembrar-te
cá dentro,
como faz
um bichinho na amora,
aproveitando as folhas
para escrever a seda da história
de uma larva que transforma
a sede da vontade
num par de asas,
para tentar acompanhar
a sua amada
no ar.
Prometo
que até lá,
nunca deixarei o coração
a falar sozinho,
longe da saudade,
perto
do grosseiro
silêncio.
Mesmo que o tempo
amadureça os sonhos,
protegerei um
capaz de atracar
o vagar
nos dias corridos,
para recordar devagar
o nascer do teu sorriso
em verde nado.
Sei
que um dia
destaparei os braços
para aquele abraço,
o mais suave
que alguém te pode dar,
independente da idade.
Até lá,
cuida da Esperança,
alimenta-a
com um pouco de "acreditar";
até pode hibernar,
mas por amor,
acorda-a
quando a tristeza
encher
o teu lindo olhar
de ribeiras e de mares.

