o mar antigo
já se vê da janela.
observo
os vazios
ocupando o areal,
ignorando as marcas
das patas
dos passos,
abafando os desabafos
das gaivotas militares.
vejo o Luto
a encher a faixa
de areia
molhada,
da mesma tristeza
que os olhos
embarcados.
um pesaroso
sinal
do roto
outono
que sabe (a)mar
no seu violento sopro.


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