Os caminhos
cruzam-se,
separam-se,
unem-se,
acabam,
começam
depois
da última
paragem.
Terminam
onde
começaram.
Caminhos…
No outro dia, caminhava
com a alma mais dorida que os pés,
olhava as árvores
abraçando-se umas às outras.
Sozinha
caminhava,
observava
as colinas de mãos dadas.
Sozinha ia.
Avistava a aliança do arco-íris,
aldeagava um pouco mais a solitária marcha,
até chegar à foz da ria.
Aí,
no cimo da minha revolta,
tinha uma multidão
de beijos
caídos em gota,
escorrendo
o som da cara.
Nesse momento
percebi
que todos os caminhos
vão dar ao mar
das lágrimas,
depois do prefácio
do último passo,
antecedendo
o marasmo
dos doces lábios
afogados
noutra face
que não a minha.


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