descalços,
os olhos
chegavam
para
te olhar
de perto
neste
lado
salgado
do tejo.
chegavam
para mirar
os teus dedos
como ramos,
agarrando
o vento
e os sonhos.
chegavam
para escutar
as letras
soadas
pelos teus doces lábios,
antes de serem
palavras
largadas
como buquês
no espaço
trancado
entre os nossos
braços.
enfim,
nesse tempo,
era noivo dos teus poemas
antes de saber ler
a verdade dos teus olhos
desenrolados.
hoje,
sou analfabeto do que te escrevo,
procurando o acerto do que não vejo,
o lugar certo do teu peito.

