terça-feira, 10 de junho de 2025
segunda-feira, 9 de junho de 2025
Sem nunca dizer amor
trazes na garganta
a capacidade intemporal
de acordar
o ruído das vontades.
bastas deixar
o vento
enlaçado nas cordas
e os lábios
descolados da boca,
para que a palavra saia
sem roupa,
desnuda de dor.
ai, flor,
em cada sílaba mordida,
trazes o bandido ardor
na língua
peregrina de sabor.
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