segunda-feira, 9 de junho de 2025

Sem nunca dizer amor

 





trazes na garganta

a capacidade intemporal

de acordar

o ruído das vontades.

 

bastas deixar

o vento

enlaçado nas cordas

e os lábios

descolados da boca,

para que a palavra saia

sem roupa,

desnuda de dor.

 

ai, flor,

em cada sílaba mordida,

trazes o bandido ardor

na língua

peregrina de sabor.