quarta-feira, 29 de outubro de 2025

Chega… Chega a tua agulha, que balão sou

 






o teclado,

musicando

a mágoa.

 

a cara

invernando

a chuva.

 

o peito

soluçando

a amargura.

 

virtualmente

acenando

o "até já".

 

separadamente,

juntos,

nesta encruzilhada

de circuitos e de estradas.

 

aqui sou príncipe,

 lá,

 debaixo do céu cru,

sou um bengalês

disfarçado de português.

 

seria mais que uma Ventura

 amarmo-nos

longe das páginas,

nas despidas ruas.


domingo, 19 de outubro de 2025

Inefável suspiro

 



Desfraldado o silêncio,

como um suspiro

derramável

de um peito

volumosamente

  cheio.

 

Aquele suspiro,

filho do grito,

abandonado antes de ser criança,

antes das alianças,

dos sonhos

[inseparados].

 

Um gemido

no cochicho

de um lamento,

entre o ruido

e o anélito sopro   

caído

com o tombo

 das lágrimas.

 

Desconhecido dos demais.

 

O suspiro quase inaudível,

menos

que um espirro,

que um grito,

mas dono

de ecos

imortais.

 

Enfim,

um suspiro

com nome

de estrela,

de alma,

 de vontade,

 de sonho,

de estrada

 

para brilhar,

viver,

 crescer,

edificar

 e não parar