quarta-feira, 29 de outubro de 2025

Chega… Chega a tua agulha, que balão sou

 






o teclado,

musicando

a mágoa.

 

a cara

invernando

a chuva.

 

o peito

soluçando

a amargura.

 

virtualmente

acenando

o "até já".

 

separadamente,

juntos,

nesta encruzilhada

de circuitos e de estradas.

 

aqui sou príncipe,

 lá,

 debaixo do céu cru,

sou um bengalês

disfarçado de português.

 

seria mais que uma Ventura

 amarmo-nos

longe das páginas,

nas despidas ruas.


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