extravasou o olhar
e nasceu
a gigante incerteza
de reencontrar-te.
Sobrou a saudade,
como rasto
de mapa,
e o nevoeiro
do tempo
desnorteando
a vontade.
Agora
escrevo
a abalada,
sem molhar as letras,
sem suspiros,
sem os audíveis adeuses,
só
com
o silêncio
remendado
pela mácula
de um desafeto
em adultério.
Ou seja,
de um coração
sem o eco do outro
o teu.


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